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Exame do Cabelo

Mineralograma: O perfil dos Minerais, Oligoelementos e Metais Tóxicos, através da Análise dos Cabelos.

1. Introdução.

O exame mineralográfico dos cabelos pode nos fornecer preciosas pistas para o diagnóstico e tratamento de várias patologias. Ele tem sido intensamente utilizado em todo o mundo, principalmente nos últimos 10 anos, como fonte de pesquisas, face à elevada precisão. As análises são realizadas em espectrômetros de absorção atômica, capazes de fornecer resultados em partes por milhão (ppm), o que equivale a 0,0001%.

Em alguns casos, a justiça americana utilizou as informações fornecidas pelo mineralograma no jultamento de criminosos estupradores, face à precisão dos resultados. Os cabelos, pelos seu processo de síntese proteica, acumulam os minerais biológicos e também os elementos tóxicos em sua constituição. A velocidade de seu crescimento reflete, adequadamente, o estado orgânico em relação a cada elemento pesquisado. Recentes trabalhos têm mostrado que, em realidade, o mineralograma corresponde a uma biópsia tissular.

2.Como solicitar o Mineralograma.

Entre os macromineirais, este exame se aplica bem no caso do cálcio e do magnésio. É importante observar que, quando nos deparamos com um resultado de cálcio aumentado, pode estar ocorrendo um desequilíbrio no balanço do mineral ( balanço negativo do cálcio), que é eminentemente extracelular. Nesse caso há uma mobilização do cálcio ósseo, já que o organismo tenta manter o nível plasmático em limites adequados, podendo levar à osteoporose e rarefação óssea. A dosagem do magnésio também indica importantes situações patológicas, entre elas arritmia cardíaca e hipertensão arterial.

Com relação ao sódio e ao potássio, são macrominerais que podem ser bem avaliados pela dosagem plasmática, sendo dispensáveis no mineralograma. O teor de fósforo no organismo tem importância para o equilíbrio do cálcio, pois os dois minerais competem entre si pela absorção e na fixação no tecido ósseo. Entre os mais relevantes oligoelementos para avaliação pelo mineralograma estão o selênio, zinco, cromo, manganês e cobre.

O ferro é dispensável, nesse caso, pois sua dosagem plasmática é suficiente. Outros oligoelementos, tais como lítio (psiquiatria), molibdênio (alergia alimentar a fulfito), vanádio (metabolismo de carbohidratos) são importantes em situações específicas.

Além da avaliação dos elementos essenciais, o mineralograma constitui-se no método mais eficiente para verificação de intoxicações por metais pesados. Hoje, sem dúvida, o alumínio ocupa lugar destacado entre o número de intoxicados por metais, uma vez que a água servida apresenta o mineral em quantidades elevadas (tratamento usa sulfato de alumínio). Os demais metais tóxicos, cádmio, chumbo, arsênico, mercúrio, são, também, importantes indicadores de sintomas patológicos e responsáveis por intoxicações graves.

Como as crianças são muito sensíveis à intoxicação por metais, o mineralograma pode ser muito útil para diganosticar certos sintomas como: dificuldade do aprendizado, irritabilidade constante, hiperatividade, todos relacionados com intoxicação por chumbo, mercúrio e cádmio.

 

Cálcio

As necessidades diárias de cálcio são de 800 a 1000 miligramas. As principais fontes são: laticínios, verduras (ex.: brócolis, espinafre, couve-flor e repolho), ervilha, feijão, amêndoas, nozes, avelã e soja.

A diminuição deste mineral pode estar associada a ingesta alimentar baixa, distúrbios gastrintestinais (hipoclorídria), déficit de vitamina D, alta ingestão de gordura e proteína, falta de exercício físico e dieta rica em alimentos em fosfato (Ex.: Refrigerantes tipo cola) - assim como a problemas ósseos (Ex: Osteopenia, Osteoporose).

Frequentemente, a elevação desse mineral pode indicar um desequilíbrio cálcio-fósforo na osteoporose, doença periodontal, litíase renal, intoxicação por metais pesados como chumbo e alumínio. A hipervitaminose D, o excesso de ingestão de proteína, sal ou açucar levam também a esse balanço de cálcio negativo.

É de grande importância a manutenção na dieta alimentar de uma relação cálcio/magnésio de 2/1 a 1/1 no máximo; uma relação alta pode facilitar um processo de calcificação, o que não ocorre com a ingestão alta de magnésio concomitante.

 

Magnésio

As necessidades diárias de magnésio são de 300 a 400 miligramas. As principais fontes são: verduras em geral, cereais integrais (trigo, arroz), frutas secas (nozes, castanha de cajú, castanha do Pará, avelã), soja e tofu.

Este elemento pode estar diminuído em razão da sua baixa ingesta e, também, como consequência de distúrbios gastrintestinais. A diminuição pode ser, ainda, causada pelo uso de diuréticos. Estudos recentes apontam para a importância deste elemento no Diabetes Mellitus.

Altos níveis deste mineral podem indicar um balanço negativo, a exemplo do que ocorre com o cálcio e são secundários a um turnover ósseo aumentado.

 

Sódio

As necessidades diárias de sódio são de 1 a 3,5 gramas. As principais fontes são: sal de cozinha, enlatados, comidas processadas, carnes (especialmente as defumadas), frutas secas (nozes, avelã e castanha de cajú), queijo, pães, azeitonas e batata frita.

Quase sempre, o sódio capilar baixo se associa também ao potássio baixo e pode ser causado por estresse acentuado. Em indivíduos com psoríase, que está afetando o escalpo, encontramos frequentemente elevações de sódio e de potássio associadas no cabelo. Isto também é comum em indivíduos extremamente estressados e com sudorese excessiva (maratonistas).

De fato, o sódio e o potássio no cabelo se constituem em índices pouco fidedignos do teor destes elementos no corpo humano.

 

Potássio

As necessidades diárias de potássio são de 2 a 6 gramas. As principais fontes são: frutas (banana), nozes e amendoim, verduras (brócolis), fígado e frutos do mar. Assim como o sódio, não se constitui um parâmetro fiel do nível deste mineral no organismo.

 

Fósforo

As necessidades diárias de fósforo são de 1 a 2 gramas. As principais fontes alimentares são: carnes (peixe, vaca e galinha), ovos, legumes, lecitina, levedo, nozes, avelãs, amêndoas, laticínios, cereais integrais e bebidas gaseificadas.

Não há correlação muito evidente entre níveis de fósforo no cabelo e outros tecidos; pode haver baixa em pacientes com ingestão diminuída desse mineral, embora isto seja raro. O mesmo ocorre com o aumento desse elemento, que pode evidenciar uso exagerado de refrigerantes gaseificados.

 

Cromo

As necessidades diárias de cromo são de 50 a 200 microgramas.

As principais fontes são: levedo de cerveja, fígado, cereais integrais, cevada e ovo caipira. Plantas hipoglicemiantes (pata de vaca, carqueja, pedra hume kaa e bajiru) são muito ricas em cromo.

A diminuição deste mineral pode ocorrer nos pacientes com diminuída atividade insulínica, tolerância glicídica alterada, aterosclerose e diabetes mellitus. A reposição deste elemento pelo cromo-GTF, costuma levar à melhora da secreção insulínica e aumenta a formação de serotonina cerebral.

O aumento pode ser causado pela ingestão excessiva de cromo hexavalente e pode levar a fenômenos alérgicos e sintomas de intoxicação. Ela ocorre em pessoas que trabalham diretamente com sais de cromo (curtição de couro, material de litografia e fábrica de pigmentos com cromo), sendo por isso muito rara.

 

Manganês

As necessidades diárias de manganês são de 2.5 a 5 miligramas. As principais fontes são: as nozes, amêncoas, castanha do Pará e amendoim, os cereais integrais e o trigo mourisco.

A deficiência deste mineral pode levar a estresse e déficit de crescimento. O aumento de ferro e cobre pode, também, causar baixa de manganês. O uso prolongado de haloperidol também leva à depleção de manganês. A alta de manganês pode ser causada por um estresse cerebral acentuado, com destruição de uma enzima contendo este mineral (a superóxido dismutase) e consequente aumento de manganês capilar.

 

Molibdênio

As necessidades diárias de molibdênio são de 150 a 400 microgramas. As principais fontes são os alimentos que dependem do conteúdo do solo e o solo brasileiro é muito pobre neste elemento. São ricos neste mineral o trigo mourisco, o germe de trigo, os feijões, a lentilha, a ervilha, o levedo e as verduras(couve flor).

A diminuição deste mineral pode estar associada à alergia alimentar a frutas secas, que contém sulfitos como conservante (o molibdênio é parte integrante da enzima sulfito oxidase).

Os níveis altos deste elemento podem estar associados à deficiência de cobre, com o qual ele compete.

 

Ferro

As necessidades diárias de ferro são de cerca de 10 miligramas. As principais fontes são: algas, carnes, frutos do mar, germe de trigo, lentilhas, feijão e verduras (espinafre).

Raramente, o ferro está diminuído no cabelo e, se isto ocorrer, deverá ser confirmada essa baixa por exame de sangue.

O aumento pode ocorrer na hemocromatose, siderose e, possivelmente, em distúrbios circulatórios, levando a um estresse oxidativo (excesso de Radicais Livres). Esta condição deverá ser confirmada pela determinação sérica da ferritina. O aumento desse mineral no cabelo, quase sempre, é causado por contaminação da água do chuveiro ou do banho comum.

 

Cobre

As necessidades diárias de cobre são de 2 a 3 miligramas. As principais fontes são: frutos do mar, cereais integrais, trigo mourisco, vísceras, feijão, frutas secas (amêndoas, avelãs, castanha do Pará).

A diminuição pode estar associada a ingestão elevada de zinco, molibdênio ou manganês.

O aumento pode ocorrer na doença de Wilson e em condições ligadas ao aumento de Radicais Livres (estresse oxidativo), tais como: diabetes mellitus, infecção crônica. Também pode provir de água, bebida, das panelas, dos fungicidas e de uso de DIU. O aumento pode originar-se, ainda, de contaminação externa do cabelo, principalmente em pessoas que tomam banho de piscina. Neste caso, para se confirmar se o caso é de um aumento apenas no cabelo, e que não reflete uma condição interna, deve ser feita a dosagem de cobre no soro e/ou na urina de 24 horas.

 

Zinco

As necessidades diárias de zinco são de 15 a 30 miligramas. As principais fontes alimentares são: carnes (especialmente frutos do mar), frutas secas (nozes, amêndoas, castanha de cajú, castanha do Pará), arroz integral e raiz de gengibre.

A mais frequente causa da diminuição desse mineral é a baixa ingesta alimentar, encontrada principalmente em indivíduos vegetarianos estritos; a dieta excessivamente rica em fibras, ferro e/ou cobre e o uso de álcool, é, ainda uma causa frequente. O zinco baixo está, muitas vezes, associado ao déficit de imunidade e a problemas alérgicos.

Na maioria dos casos, um valor aumentado pode, paradoxalmente, indicar uma deficiência deste mineral. Isto porque o déficit de zinco acarreta um crescimento diminuído do cabelo, o que causa acúmulo no folículo piloso. Em geral, valores normais ou aumentados de cobre e/ou ferro confirmam tratar-se de um falso aumento de zinco. Raramente, encontra-se intoxicação por excesso de zinco. Nestes casos, esse resultado deve ser confirmado posteriormente, através da dosagem de zinco no sangue, ou na urina de 24 horas.

 

Selênio

As necessidades diárias de selênio são de 50 a 200 microgramas. As principais fontes são: frutos do mar, vísceras, alho, cebola, cereais integrais, cogumelo, levedo, brócolis, castanha do Pará e ovos.

Este elemento é umm poderoso antioxidante e destruidor dos Radicais Livres. Daí, ser comum a sua diminuição no cabelo em pacientes com intoxicação por metais pesados (especialmente cádmio e mercúrio) e em condições associadas a aumento de substâncias oxidantes dessas patologias; o selênio quelado (orgânico) é usado junto a outros antioxidantes. O selênio diminuido no cabelo é frequente em regiões onde o solo é pobre neste mineral.

Quase sempre, o aumento deste elemento é causado por uso de xampu à base de selênio (Ex.: Selsun).

Excepcionalmente, há aumento deste mineral em pessoas que trabalham com máquinas fotocopiadoras e em operários de fábrica de cerâmica e de pigmentos.

 

Lítio

As principais fontes do lítio são: água potável, algas e gengibre.

A baixa de lítio intracelular é comum no Brasil. Dados da literatura científica mundial têm associado, frequentemente, essa condição à depressão psíquica, especialmente quando há associação desta com a carência de outros minerais, como vanádio, cromo e manganês. Estudos realizados no Texas (USA) demonstraram que, em cidades onde encontramos essa situação carencial, há uma grande incidência de casos de depressão e ansiedade; não obstante, o melhor índice para se aferir o lítio intracelular é através do lítio hemático, que é um indicador mais preciso que o lítio capilar. O aumento do Lítio pode ser encontrado em pacientes em uso de medicamentos contendo este mineral (Antidepressivos).

 

Boro

As necessidades diárias de boro são de 1 miligrama. As principais fontes são as frutas.

A baixa deste mineral pode estar associada à diminuição da calcificação, bem como à osteoporose. Trabalhos recentes sugerem que o uso deste mineral potencializa a ação de reposição de estrogênnio na mulher em menopausa. A elevação deste elemento pode ser justificada pela ingestão de aditivos alimentares.

 

Vanádio

As necessidades diárias de vanádio são de 50 a 200 microgramas. As principais fontes são: óleos vegetais(soja, oliva, milho e girassol), trigo sarraceno, arroz, cenoura, repolho e frutos do mar. Esse mineral parece ter um papel insulinasímile, podendo ser relevante no tratamento do Diabetes Mellitus.

O vanádio como marcador cerebral pode estar diminuído no excesso de ansiedade, na depressão e nos distúrbios do aprendizado.

A principal causa do aumento deste mineral é a exposição a resíduos industriais e especialmente à queima de combustíveis. Porém, tem sido raro o achado de vanádio alto.

 

Cobalto

As principais fontes alimentares do cobalto (B12) são: carnes, algas, e fígado.

O cobalto é componente fundamental da molécula da vitamina B12. Sua deficiência pode estar associada a anemias macrocíticas, e a outras patologias com baixa de B12.

O aumento de homocisteína ligado à hipertensão e à aterosclerose pode causar baixa de B12 (cobalto).

A elevação deste mineral acontece, raramente, em pacientes com próteses metálicas nos ossos e em fumantes (aumento discreto).

 

Estrôncio

Há uma relação entre cálcio e estrôncio. Pouco se sabe sobre a sua importância fisiológica.


Cloro

O cloro, embora encontrado em grande quantidade no cabelo, cerca de 500ppb(mg/kg), não apresenta variações significativas em diferentes condições.

 

Alumínio

As principais fontes de intoxicação de alumínio: água potável, utensílios de cozinha, desodorantes, queijos processados, antiácidos e recipientes de alumínio para alimentos (ex. quentinhas).

Atualmente, a condição mais associada à elevação de alumínio é o aumento da permeabilidade intestinal, em que se altera a função do intestino por uso de antibióticos, cortisona, antinflamatórios, ou então, por alergia a algum alimento. Como o alumínio é encontrado abundantemente em alimentos habituais (ex.: pão, queijo, verdura etc...), a pesquisa de um problema intestinal deve ser a primeira linha de abordagem de investigação.

O alumínio em excesso pode vir a causar problemas de memória quando a intoxicação for a longo prazo.

 

Cádmio

As fontes de contaminação de cádmio são: papel de cigarro, fumaça de automóveis, poluição industrial e farinhas refinadas contaminadas.

O aumento deste mineral pode estar associado a problemas renais, hipertensão e déficit imunológico.

 

Chumbo

As fontes de intoxicação mais frequentes de chumbo são: água potável, suplemente de cálcio (Dolomita), contaminação dos alimentos, poluição atmosférica, pasta de dente, tintas de cerâmica, tinta de cabelo (acetato de chumbo) e fumo.

A água no Brasil costuma ser muito ácida, o que pode provocar a remoção deste elemento de encanamentos antigos.

A dosagem de chumbo no cabelo é considerada o melhor método para detecção da intoxicação por este metal. A intoxicação por este mineral pode levar a distúrbios de aprendizagem em crianças, dores articulares, irritabilidade, agressividade, hiperatividade, lesões musculares e dores abdominais.

 

Arsênico

As principais fontes de intoxicação de arsênico são: fumo (cachimbo), pesticidas e desfolhantes.

O aumento deste elemento pode estar associado à presença de fadiga, astenia, diarréias ou constipação intestinal. Em nosso meio, contudo, a intoxicação por arsênico é bem rara.

 

Bário

O aumento de bário é bem raro e, quase sempre, é causado por aditivos alimentares. A elevação deste mineral pode, ocorrer em casos de contaminação da água por lixo hospitalar. O excesso de bário pode inibir a absorção de cálcio.

 

Mercúrio

As principais fontes de intoxicação de mercúrio são: amálgamas dentais, acidentes com termômetros e barômetros, fungicidas (frequentemente usados em tomates), contaminação de peixes e plâncton marinho, poluição de rios pelo garimpo do ouro, filtros de ar condicionado, lâmpadas de mercúrio, poluição do ar, cosméticos, calomelano (utilizado em talcos).

A intoxicação por este metal pode levar a reações alérgicas e baixa de imunidade, por depleção de zinco principalmente e, em alguns casos, à perda de dentes. Também pode causar problemas de ansiedade, em virtude de bloquear a entrada cerebral de B12.


Berílio

A principal fonte de intoxicação de berílio é a poluição industrial, especialmente das indústrias que fabricam ligas deste mineral (são utilizadas para fabricação de aviões e foguetes).

Este metal tóxico tem como principal efeito maléfico levar à depleção de magnésio, um mineral essencial com importantes ações fisiológicas. É extremamente rara no Brasil a intoxicação por este elemento.

 

Níquel

As principais fontes de intoxicação do níquel são: exposição ao fumo e às baterias de níquel.

O aumento deste mineral está associado a lesões cutâneas, apatia, cefaléias, insônia, diarréia, náuseas e alergias.

 

Ouro

Desconhecem-se funções fisiológicas do ouro e fontes alimentares.

A literatura mundial relata casos de ouro aumentado em indivíduos em uso de sais de ouro (usado em tratamento de artrite reumatóide).


Antimônio

O tratamento da esquistossomose e da leishmaniose tem sido a principal fonte de intoxicação por antimônio. Outra grande fonte de contaminação é a poluição industrial (fábricas de fundição de metais).


Bismuto

O bismuto tem sido usado por via oral no tratamento de diferentes problemas intestinais crônicos (colite ulcerativa), assim como no tratamento do Helicobacter pylori. Embora considerado atóxico em virtude de sua limitada absorção, trabalhos recentes mostram que existe uma neurotoxicidade potencial, podendo localizar-se no sistema nervoso central.

 

Tório

O tório é de distribuição universal e pode ser uma fonte de contaminação através de ingestão de alimentos com tório(peixes, água, plantas). Também é encontrado no solo, rochas. Desconhece-se, no Brasil, a importância da toxicidade deste mineral. Uma outra possível fonte é o torotrast usado anteriormente como contraste radioativo e que se conserva por muitos anos (10-30).

 

Urânio

O urânio é encontrado no solo e em plantas(batata, beterraba), rochas, água e animais.

Muitos veteranos de guerra foram contaminados na Guerra do Golfo e na dos Balcãs ("Golf War and Balcans Syndrome"), apresentado níveis altos de urânio até 10 anos após os eventos. A presença do urânio associada ao fumo pode provocar contaminação perigosa deste mineral no organismo.

 

Estanho

Embora alguns considerem o estanho como elemento essencial, desconhece-se sua função fisiológica. Não obstante, é um poluente de relevância, pelo seu uso amplo na indústria. Também, pastas de dente (cloreto estanhoso) e cereais integrais contaminados podem ser causa de intoxicação.

 

Prata

A prata pode existir em quantidades mínimas no solo, plantas e animais (também na água potável). Encontra-se, também, em amálgamas dentários. Pode, ainda, ocorrer intoxicação causada por compostos de prata (filtro de água tratada), ou através de medicamentos contendo prata para doenças de pele ou infecções urinárias.

 

Paládio

O paládio tem sido encontrado em amálgamas e pode ser mais tóxico que o mercúrio, causando problemas alérgicos, fadiga e excesso de salivação.

 

Germânio

As principais fontes de germânio são: alho, ginseng e Aloe Vera.

Dados da literatura científica sugerem que este mineral tenha algum efeito imunoestimulante, indicando o seu uso em pacientes imunodeprimidos.

Pouco se conhece em relação ao aumento de germânio tissular. Recentemente, levantou-se a possibilidade de intoxicação por exposição ocupacional (2).

 

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